sábado, 4 de novembro de 2017

Notícias e Duas Mini-Resenhas

Muita coisa aconteceu desde a última atualização aqui do blog. A primeira e mais empolgante é que as matérias da BC#15 já estão todas prontas, com a edição e revisão já bastante avançada! Sim, isso mesmo, ela já está quase pronta. Mas como novembro vai ser agitado pra mim (e início de dezembro também) ela provavelmente só vai ao ar lá no início de dezembro.

Sobre a Beholder, é só o que eu tinha pra falar mesmo. Já revelei os títulos e assuntos principais, agora é só esperar pra ver o resultado. Mas pra postagem não ficar tão curtinha, resolvi aproveitar o espaço e fazer duas "mini-resenhas" de dois programas que tive a oportunidade de experimentar essa semana e que deve interessar muito ao público nerd/geek. Mas não se preocupem, sem spoilers.

Stranger Things
Se você não sabe o que é Stranger Things, me pergunto em que caverna esteve nos últimos meses? Qualquer nerd que se preze já assistiu pelo menos à primeira temporada. Mas pra quem ainda não conhece, Stranger Things é uma série do Netflix sobre suspense sobrenatural que se passa nos anos 80 e tem como protagonistas um grupo de crianças nerds que gosta de RPG e coisas relacionadas. Só por isso ela já merece nossa atenção. Como se não bastasse, o enredo é muito empolgante e a estória ótima. E o mais legal é que as crianças usam o RPG para explicar tudo o que está acontecendo... e no fim das contas, eles estão certos!
Semana passada estreou a segunda temporada. Eu estava super animado, mas não tanto para fazer maratona. Porém, minha esposa propôs e eu topei, preparamos o terreno para passar a noite assistindo (café, guloseimas e similares) e começamos a assistir às 22h da sexta-feira (foi a hora que conseguimos enfim parar em casa). Ela acabou dormindo, mas eu me empolguei tanto que fiquei até as 07h do sábado assistindo. E não me arrependi!
Quem gostou da primeira temporada, vai adorar a segunda. Ela é um pouco menos surpreendente -- a gente já tem uma noção do que pode vir a acontecer, sabe a coisa ainda vai piorar muito antes de melhorar... mas mesmo assim algumas coisas acabam te deixando apreensivo, eufórico, louco de expectativa! No início eu estava um pouco descontente porque as referências ao RPG pareciam que estavam sendo deixadas de lado -- até que mais para o final os garotos novamente usam o jogo para explicar tudo. E aí você bate na cabeça e diz: "Putz, óbvio, como não me dei conta disso!".
Adorei o final. Não vou dizer como termina, mas vou dizer o seguinte: a série não precisa de uma terceira temporada. Dá pra continuar, claro, mas não é obrigatório -- e aí Stranger Things corre o risco de cair na mesmice, tornar-se cíclico como são a maioria das séries de hoje em dia. Eu, particularmente, adoraria ver outra série com esse estilo, mas tenho medo que continuações constantes acabem tornando a franquia muito repetitiva. Talvez algo como em American Horror Story, onde cada temporada é uma estória independente e em cada uma delas os atores interpretam outros personagens -- afinal, a série se chama Stranger Things (algo como Coisas Estranhas) -- um título genérico que pode dar muito pano pra manga.

Thor Ragnarok
Este eu assisti no final dessa semana. Acompanho os filmes da franquia Marvel desde o primeiro Homem de Ferro e sempre que possível procuro assistir no cinema (mas não em estreias). Mas depois de cerca de 16 filmes desenvolvidos em sequência (se eu não tiver esquecido nenhum) começou a ficar chato assistir sempre a mesma coisa. Não, não estou dizendo que o filme é ruim, só que ele segue o mesmo padrão de todos os outros -- a cada novo filme, um novo supervilão aparece, mais forte que o anterior, mas o herói sempre encontra um jeito de vencer. Thor Ragnarok segue esse padrão -- exceto pelo final, que se diferencia um pouco.
Alguns aspectos melhoraram bastante na franquia, isso há de se dizer. O clima descontraído entre os personagens, as tiradas de sarro, as brincadeiras que destacaram o primeiro Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga começaram a se tornar presentes em todos (ou quase todos) os filmes da franquia e com Thor Ragnarok não foi diferente. Volta e meia o cinema todo começava a rir de alguma tirada de sarro ou piada rápida e irônica.
Não gostei muito da explicação de como o Hulk foi parar em outro planeta, achei muito vaga e falha, poderia ter sido melhor desenvolvida. A participação do Doutor Estranho também foi muito boba -- ele simplesmente não precisava estar ali. Acho que só fizeram isso para conectar com aquela cena extra do filme deste herói, achei que ele teria mais participação, que se envolveria na trama. Mas não é o que acontece.
Gostei de como desenvolveram o Ragnarok, o evento final que, segundo a mitologia nórdica, representa o fim dos deuses. Ao menos fugiram do clichê clássico de simplesmente encontrar um poder secreto que estava em seu interior e então vencer o vilão por pura força de vontade. A vitória vem, mas o sacrifício é grande.
Como não podia deixar de acontecer, o filme traz algumas cenas que só quem acompanhou tudo até agora sabe o que significa -- como quando Hela entra no cofre de Asgard e podemos ver ali alguns itens muito importantes na franquia (que eu não vou citar, apenas prestem atenção -- se bem que já devem imaginar). E de novo, como não poderia faltar, temos as cenas extras. São duas -- uma depois dos créditos iniciais e muito significativa para o enredo geral da franquia, e outra lá no final, após os créditos, mas essa é dispensável, apenas uma brincadeira com um dos personagens secundários do filme.

sábado, 28 de outubro de 2017

Mais Notícias BC#15

Semana passada, meu progresso com a BC#15 não avançou quase nada -- mas com o cancelamento da atividade que estava prevista para essa semana no escritório, pude avançar um bocado. A aventura  Expedição a Vârfulciori já está pronta, restam apenas algumas revisões finais. E a outra aventura, aquela que eu só tinha uma ideia e nem tinha começado a escrever, já teve sua escrita iniciada. Ainda estou indeciso sobre o título, mas posso adiantar que ela se passará logo depois de Refúgio Vermelho (publicada na BC#14), será bem simples, com um objetivo claro e fácil, mas exigirá certa cooperação dos PJ no uso de perícias. Na verdade, personagens inteiramente focados em combate e com modificadores baixos em certas perícias terão bastante dificuldade em realizar a tarefa. Claro que terão algumas batalhas também, mas elas não serão o foco.

Também fiz algumas modificações naquele mapa de batalha que mostrei na outra postagem -- depois que imprimi, percebi que os espaços dos quadrados estavam ligeiramente menores do que deveriam, então precisei fazer adaptações. Mas acho que ficou legal.

Ah, e quem quiser divulgar sua marca, produto ou blog, pode entrar em contato pelo nosso e-mail (beholdercego@gmail.com) para anúncios gratuitos.

sábado, 21 de outubro de 2017

Conheça a Forja Profana

Quem acompanha a página da Beholder no Facebook (sim, pois é, agora temos uma página no Facebook) já deve ter ouvido falar da Forja Profana. Para quem ainda não viu, aqui vai.

Forja Profana é um projeto de financiamento coletivo que visa trazer ao mercado miniaturas colecionáveis de RPG e board games. Os financiadores do projeto terão direito a receber uma ou mais miniaturas (de acordo com o valor de apoio), com previsão de entrega por volta de julho de 2018. Os recursos obtidos com o financiamento coletivo serão usados para aquisição de maquinário e matéria prima para produção das miniaturas (e pagamento ao Catarse, onde o financiamento ocorre).

As fotos e videos que vem sendo apresentados mostram miniaturas de excelente qualidade, principalmente as pintadas. Se você gosta de miniaturas, dê uma olhada no projeto Forja Profana.

sábado, 14 de outubro de 2017

Você sabia...

A aventura Terror em Brumaluna, cuja primeira parte saiu na BC#14, tem como proposta criar um clima de assombração e mistério, fazendo com que os heróis enfrentem criaturas ligadas a poderes sombrios. A principal inspiração para ela foi o clássico Drácula, que eu tinha lido fazia pouco tempo (junto com Frankestain e O Médio e o Monstro, no belo box Mestres do Terror). Por isso a aventura tem várias referências à obra literária, vocês perceberam? Não? Então aqui vão algumas delas.

Vamos começar com o Conde Jonathan van Stoke. Não repararam no nome dele? Bem, para quem não sabe, Jonathan Harker é um dos protagonistas de Drácula, uma obra de Bran Stoker. Entenderam agora?

O sobrenome Harker também aparece na aventura: Samantha Harker, esposa do Conde van Stoke e mãe de uma das vilãs, Lady Lucy. Lucy, aliás, que é também o nome de uma das protagonistas da obra de Bran Stoker -- Lucinda Westenra.

O Castelo Vârfulciori tinha um outro nome na primeira versão da aventura, mas eu não gostava muito dele. Queria algo mais ligado ao romance. Mas o quê? Aí tive uma ideia. Na aventura, o Conde van Stoke diz que o nome do castelo significa "pico dos corvos" em algum idioma desconhecido. Já experimentaram jogar no Google Tradutor? No idioma Romeno, falado na Romênia e na Moldávia (incluindo a Transilvânia, terra do famoso vampirão) vârful significa "pico" e ciori significa "corvo". Aí está a origem do nome.

Por fim, na segunda parte teremos um personagem chamado Lucas Bersicker. Mas este eu não vou falar muito, apenas que há um... "personagem" com o nome Bersicker em Drácula. Se conhecerem o personagem (ou se pesquisarem a origem do nome) vão ter uma boa ideia de "o que" ele é...

sábado, 7 de outubro de 2017

Prévia da BC#15

A Beholder Cego #15 já está em produção e como eu não me aguento, resolvi postar uma provinha do que está sendo preparado -- incluindo uma imagem em baixa definição que vai estar na revista (em alta definição, não se preocupem).

Miniaturas & RPG: uma pequena discussão sobre o uso de miniaturas em partidas de RPG e o que temos disponível no mercado.
Dragões Metálicos: com regras para TRPG, seguindo o mesmo padrão apresentado na BC#14.
Expedição a Vârfulciori: continuação de Terror em Brumaluna, publicada na BC#14.
Lá e De Volta Outra Vez: um pouco mais sobre a criação de comunidades, complementando a matéria Um Bom Lugar para Viver... (BC#14).
Encontro Aleatório: um encontro de NE 1 com kobolds, mas um um pouquinho diferente...

Também haverá uma outra aventura, que ainda não defini título e nem comecei a escrever. A previsão é ter tudo liberado até dezembro. Espero que gostem.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Enquete

Uma atualização rápida. Resolvi criar uma enquete sobre a questão do financiamento coletivo. É mais rápido e fácil, não precisa parar e escrever alguma coisa, basta clicar. Claro, quem quiser mandar mensagens é sempre bem-vindo. Só peço que votem apenas uma vez. Até porque é só para eu ter uma ideia geral, a única coisa certa é que a Beholder Cego continuará a ser uma revista de distribuição gratuita.

sábado, 30 de setembro de 2017

Opinião dos Leitores Sobre Financiamento Coletivo

Queria a opinião de vocês, leitores para algo que estava pensando.

Bom, quem leu minha postagem de retorno da Beholder Cego sabe que quando comecei a escrever a nova Beholder Cego tinha a ideia de tornar ela um pouco rentável para mim, mas sem custo para os leitores; não queria que a Beholder Cego ficasse restrita a quem pagasse por ela. Então quando tudo deu errado com o Google AdSense, decidi abandonar a ideia e continuar a disponibilizar a publicação livremente sem nenhuma renda para mim.

Mas como eu disse, ter alguma renda (por menor que seja) é sempre um incentivo a continuar a produzir material, então eu ainda procurava por um meio de tornar a BC rentável. Em um comentário, o usuário Joni Tamagushi sugeriu fazer um projeto no Padrim e eu resolvi dar uma olhada. Como eu disse na tal postagem de retorno, queria evitar um financiamento coletivo porque não sabia bem se conseguiria manter periodicidade (embora acho que talvez consiga manter algo a cada três meses, talvez dois -- mensal por enquanto é complicado por causa do meu trabalho). Além disso, não conseguia pensar em "recompensas" dignas para os apoiadores. Até que, olhando alguns projetos, tive uma ideia.

Estou pensando em criar um financiamento coletivo recorrente (no Padrim ou no Apoia-se, ainda não sei), mas mesmo assim manter a Beholder Cego disponível para todos, mesmo aqueles que não forem apoiadores. "Então porque eu me tornaria apoiador se não receberia nada em troca?". Realmente, não tenho muitas "recompensas" a oferecer, exceto incluir uma página de agradecimentos, a possibilidade de incluir um logo ou marca na revista e blog como apoiador (para quem tiver empresas ou lojas, mesmo que não tenha nada a ver com RPG -- se receber apoio de uma empresa de cosméticos, até o logo deles apareceria na revista) e, por fim, o que acho que deve interessar mais aos leitores, participação em promoções. De tempos em tempos, quando determinada meta for cumprida eu realizaria um sorteio entre os apoiados de algum item relacionado ao RPG ou universo geek, como livros, miniaturas, material de apoio, mapas de batalha impressos, etc.

A ideia, também, é manter o valor de apoio bem baixo -- iniciando em R$ 1,00 e indo até um máximo de R$ 10,00, tornando acessível para todos os públicos. Ah, e quem apoiasse com valores maiores teria mais chances nos sorteios, claro.

Queria saber a opinião dos leitores do blog e da revista sobre isso. Quem tiver algo a dizer, pode deixar nos comentários ou enviar por e-mail (beholdercego@gmail.com). Toda opinião é bem vinda.

Ah e pra não perder o costume: essa semana não trabalhei muito nas matérias da revista porque estava em campo, mas consegui umas imagens muito interessantes e criei alguns mapas que achei muito legais. Quem gosta de miniaturas vai gostar da BC#15.

sábado, 23 de setembro de 2017

BC#14 Revisada

Essa semana estava escrevendo sobre a continuação da aventura Terror em Brumaluna e percebi que havia um erro na primeira parte da aventura, especificamente na parte de recompensas em XP. Por isso criei uma versão revisada da revista e substituí o link aqui no blog. Basicamente é o seguinte:

  • Matar os lobos é um desafio de ND 8 (e não ND 3 como estava na original).
  • Acalmar os lobos é um desafio de ND 9 (e não ND 4 como estava na original).

Perceba que há, em média, 4 lobos de ND 2 e um de ND 4; vencer todos eles e render apenas ND 3 é um pouco injusto, não? O certo seriam pelo menos 4 ND 2 e um ND 4 -- então considerar o desafio como ND 8 está bem mais próximo da realidade.

Clique aqui para ir direto para a área de download da revista.

Também aproveitei e coloquei os mapas do Refúgio do Lenhador, palco da aventura Refúgio Vermelho, e da região de Brumaluna, palco da aventura Terror em Brumaluna, para download na seção Exploração.

sábado, 16 de setembro de 2017

Suplemento para a BC#14

Eu tinha prometido tentar manter o blog mais ou menos atualizado... e quero manter a palavra. Essa semana trabalhei um pouco na continuação da aventura Terror em Brumaluna para a BC#15 e também nas estatísticas de um novo monstro -- embora ainda não sei o que vou fazer com ele. Mas também fiz uma outra coisinha.
Quando estava criando a BC#14 eu queria fazer um pequeno mapa da região de Brumaluna, para ilustrar um pouco o cenário. Só que o resultado ficou tão horrível que eu desisti, iria tentar de novo mais tarde. Encontrei um novo recurso interessante e decidi utilizá-lo para criar o tal mapa.
Então aqui vai um "suplemento" para a BC#14, um pequeno mapa mostrando um pouco da região ao redor de Brumaluna. É bem simples, dispensável para a aventura, só acrescenta um elemento visual legal. Clique na imagem para aumentar.


sábado, 9 de setembro de 2017

Beholder Cego #14

Chegou! Conforme prometido, a Beholder Cego #14 está disponível para download gratuito. Foi uma longa jornada entre começar a desenvolvê-la e enfim terminar a edição, mas gostei do resultado.

Nesta edição:

World of Warcraft: resenha dos livros inspirados no jogo eletrônico.
Dançando com Dragões: regras mais amplas para dragões em Tormenta RPG - e de quebra vários novos talentos para os monstrengos.
Terror em Brumaluna: aventura OGL sem cenário específico para personagens de 3º a 4º nível.
Um Bom Lugar para Viver...: regras para criação de comunidades, inspiradas nas antigas regras do D&D 3.5.
Refúgio Vermelho: aventura para Tormenta RPG para personagens de 1º nível.
Encontro Aleatório: um bando de assaltantes gnolls prontos para atacar os PJ.

domingo, 3 de setembro de 2017

Notícias da BC#14

Eu havia prometido manter o blog mais ou menos atualizado com notícias, mas acabei me ausentando nestas últimas semanas. A verdade é que estive viajando a trabalho e sem o computador, apenas o celular para acessar a internet (e meu celular é péssimo para fazer qualquer coisa além de olhar e-mail).

Mas resolvi postar alguma coisa só pra dizer que a BC#14 não foi alarme falso. Eu queria disponibilizá-la esse final de semana, mas como não tive o computador para fazer as revisões finais, não tive como concluí-la. Então vou ter que deixar para a próxima semana. Agora está acabando, só falta revisar a última matéria e editar a paginação.

Aliás, ainda temos um pequeno espaço para anunciantes. Se alguém quiser divulgar seu produto ou marca em nossas páginas, ainda dá tempo de fazê-lo, basta entrar em contato (nosso e-mail está ali do lado, mas vou repetir: beholdercego@gmail.com).

Por hora é isso. Aguardem por mais.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Abra o Olho: a Beholder está Voltando!

Sete anos depois do lançamento da BC#13 (isso mesmo, sete anos!) a revista Beholder Cego dá uma nova arfada de ar e mostra que ainda tem alguns Pontos de Vida guardados. Ou talvez tenha sido uma magia de ressurreição, quem vai saber?
O fato é: estamos voltando!

Calma lá, não vamos com muita sede ao pote. Sim, depois destes sete anos sem nada no blog ou mesmo em qualquer canal ou site de RPG, enfim estou lentamente retornando às minhas antigas atividades de RPGista. Cabem, obviamente, algumas explicações.

Beholder Cego? Que diabos é isso?
Para os recém-chegados: a Beholder Cego é uma das primeiras (senão a primeira) revista on-line de RPG totalmente criada e disponibilizada no Brasil. A edição 00 data de novembro de 2004, quase 14 anos atrás. Minha ideia na época era criar uma revista que oferecesse gratuitamente material de suporte para jogos de RPG e outros relacionados: aventuras, novas regras, monstros, personagens, resenhas, notícias... As primeiras edições eram muito simples e bem amadoras; mas com o tempo a revista cresceu, ganhou apoio de muita gente e a qualidade aumentou. Matérias de novos escritores, como o Bruno “BURP” Schlatter (hoje autor de livros de 3D&T e Tormenta), novos editores e webdesigners, que deram um novo visual à revista e ao site (fica aqui meu muito obrigado a Geliard Barbosa, Jonatas Fernando e Pablo Urpia, que contribuíram muito para o crescimento da Beholder), e até lojas, empresas e revistas impressas começaram a nos apoiar (novamente, meu muito obrigado à Jambô Editora, à Editora Mantícora e à equipe da antiga Dragon Slayer, que sempre ajudaram na divulgação).
Mas aí eu fui crescendo, as responsabilidades aumentando. Cada vez mais meu trabalho exigia minha atenção. Então veio o mestrado, namoro, carteira profissional assinada, casamento... Não havia mais muito espaço para o RPG, e a Beholder lentamente foi sendo deixada de lado. Não que eu não mantivesse aquele grande desejo de voltar a me reunir com os amigos e jogar, mas era cada vez mais complicado.
Foi ano passado, assistindo à primeira temporada daquele programa Zero 1 da Globo que a fagulha voltou a acender. Não vou entrar no mérito da qualidade do programa, o fato é que houve um episódio em que se falou dos RPGs de mesa (de uma forma um pouco errônea em alguns sentidos, mas enfim). Fato é que a matéria chamou a atenção de minha esposa! Pois é, ela gostou e pediu que eu ensinasse um pouco sobre RPG. Gostou especialmente das miniaturas, e eu tinha várias guardadas. Também, já fazia algum tempo que o irmão dela demonstrava interesse em aprender a jogar Tormenta RPG, mas eu nunca me mexia para ensinar. Decidi deixar a preguiça de lado, arregaçar as mangas e preparar alguma coisa. Tivemos algumas partidas rápidas (nas quais eles acabaram morrendo, mas deu para sentirem o clima; e gostaram!), depois meu cunhado trouxe outros amigos interessados e pronto – tínhamos um novo grupo de jogo (ou ainda em formação, melhor dizendo).
Lentamente comecei a ler o que tinha de novo no mercado: Tormenta RPG cheia de suplementos novos, D&D em sua 5ª Edição, centenas de novos blogs, sites e muito mais. A volta da saudosa Dragão Brasil! Descobri até uma Taverna Beholder Cego – que não tem nenhuma ligação com nossa estalagem, antes que perguntem; mas os caras são muito gente boa e tem coisas bem legais no site deles, sugiro que deem uma olhada. Tudo isso me ajudou a renovar o ânimo e as ideias. Quando percebi, estava escrevendo material de suporte para TRPG! Daí a escrever novas matérias para a Beholder foi um pulo.
O resultado foi uma nova edição da Beholder Cego – que eu pretendo disponibilizar em breve.

Uma nova Beholder? Nova como?
A nova Beholder Cego será um pouco diferente do que os leitores mais antigos estão acostumados.
Primeiro o formato: wide screen, o mesmo utilizado na BC#13. O tamanho da folha ainda é o bom e velho A4, caso alguém queira imprimir, mas agora pelo menos está mais fácil de ler na tela do PC. Considerando os avanços atuais na tecnologia, creio que essa seja mesmo uma tendência e torna tudo mais prático, principalmente para quem lê em tablets e celulares.
Segundo, o visual agora será bem mais simples e modesto, editado no Word mesmo. Por que isso? Porque parte do material será desenvolvido nos horários de intervalo no escritório onde trabalho, e lá não tenho programas muito sofisticados. Além disso, gostei do visual clean quando ficou pronto.
Terceiro, não teremos mais seções fixas. A ideia das seções, proposta pelo Pablo Urpia lá na BC#03, é ótima e dá uma cara de revista oficial. Com o tempo, porém, a ideia acabou me atrapalhando, se tornando um limitador: a cada edição eu precisava escrever algo que se encaixasse dentro de uma seção específica, e às vezes eu simplesmente não tinha ideia nenhuma. Sem as antigas seções eu fico com maior liberdade para escrever aquilo que quiser, e a chance de a revista “empacar” é menor.
Na verdade, isso não é 100% verdadeiro. Há uma “seção” que eu pretendo que se torne constante na Beholder: Encontro Aleatório. Em cada edição, pretendo descrever um encontro aleatório, com estatísticas das criaturas, diagrama de combate, táticas, tesouros... Algo que o mestre pode simplesmente pegar e inserir em uma aventura qualquer. A ideia é desenvolver não apenas desafios de combate, mas também desafios que só possam ser vencidos com perícias ou estratégias (não garanto que eu vá conseguir, mas é a ideia).
Quarto, pretendo evitar adaptações. Não tenho nada contra elas, mas eu mesmo raramente as utilizo. Quero que a nova fase da Beholder seja prática e rapidamente aplicável na mesa de jogo, mesmo em uma campanha já em andamento. Justamente por isso uma das coisas que quero focar bastante a partir de agora são as aventuras: nesta nova fase eu espero ter pelo menos uma aventura em cada edição da Beholder. A edição #14 já conta com duas (uma delas dividida em duas partes), e outras já estão crescendo em minha mente.
Quinto, sistemas. Este é um tópico que deve desagradar a alguns leitores antigos. Como a maioria sabe, eu gosto de Tormenta RPG e jogos OGL – por isso estes serão os sistemas mais frequentes dentro da revista. Algumas aventuras e material genérico que use regras OGL (muitas vezes usando as regras de TRPG como base) também serão comuns. Não que não possa aparecer algo para 3D&T ou algum outro sistema, mas devo admitir que eles não serão o foco.
Sexto, não teremos mais uma seção de notícias. A internet abunda de site e blogs com notícias de todo tipo no universo do RPG, então acho essa seção dispensável em nossa revista. Claro, não significa que não possam surgir resenhas ou comentários sobre futuros lançamentos, mas uma seção inteira dedicada a notícias rápidas sobre o universo do RPG... bem, isso nós não teremos mais.
E por último, não esperem uma periodicidade definida. A BC#14 levou quase meio ano para ser concluída, devido a uma série de imprevistos que ocorreram desde que comecei a escrever. A próxima edição deve demorar um pouco menos, mas não vou prometer nada. Tentarei manter o blog relativamente atualizado, mantendo os leitores informados do andamento de tudo, mas as edições da revista mesmo podem demorar a sair.

E quanto isso vai custar?
Nada. Talvez no máximo uma conta no Facebook, Twitter ou Gmail para fazer o download pelo 4Shared.
Quando comecei a escrever a nova BC procurei por formas de tornar sua produção um pouco “rentável” para mim – afinal, um retorno financeiro é um incentivo a mais. Primeiro pensei em torna-la um “financiamento coletivo” como muitos projetos que tem surgido pela internet (a própria Dragão Brasil é hoje um financiamento coletivo), mas acabei desistindo. O principal motivo foi a periodicidade incerta: eu realmente não teria como dispor de mais tempo para produzir a revista, e acabaria não conseguindo cumprir prazos. E aí seria muita sacanagem prometer uma coisa, cobrar e depois não cumprir – para mim, honestidade é essencial.
Então decidi que investiria no Google AdSense, algo que não teria nenhum custo para os leitores, mas renderia umas PO para mim – mas eles decidiram cancelar minha conta, e não me autorizaram a criar outra. Fiquei desanimado, quase desisti de tudo, mas aí pensei: desde seu surgimento a Beholder Cego foi concebida para ser algo gratuito, produzido por prazer. Mesmo assim, ela me abriu algumas portas e me permitiu conhecer bastante gente nesse meio e até publicar alguns livros de RPG (como A Libertação de Valkaria e Guia dos Dragões). Então porque não voltar a produzi-la por puro prazer?
Bem, que assim seja. A Beholder Cego vai voltar à rede, inteiramente gratuita e sem fins lucrativos (ao menos por enquanto). Vamos ver no que vai dar...

E quando ela vai ao ar?
Em breve.
Na verdade, a BC#14 já está pronta, restando apenas alguns toques e acertos finais. Neste momento estou fazendo algumas revisões nos textos e já trabalhando na BC#15 (que já tem três matérias prontas e outras encaminhadas na minha cabeça). Então não deve demorar. Mas também não quero lançar uma atrás da outra, pretendo dar um tempinho entre elas.
Enfim, isso é o que tenho para hoje. Logo, logo a BC#14 estará disponível para download gratuito aqui no blog, então fiquem atentos.
Sejam todos muito bem-vindos... de novo!