Lembra dos Mapas de Batalha que falei aqui na Beholder há algumas semanas? Eu havia dito que tinha planos de criar uma aventura que utilizasse os mapas. Nas últimas semanas optei por dar um tempo na produção da BC#18 (já que acabei sofrendo um certo bloqueio criativo, que espero estar se desfazendo) e resolvi escrever a tal aventura prometida.
O Antro da Serpente é uma aventura para personagens de 1º nível de Tormenta RPG que utiliza os Mapas de Batalha lançados há pouco pela Jambô Editora. Com um enredo simples, mas muitas oportunidades de interpretação e com a possibilidade de ampliá-lo, a aventura leva os heróis até o covil de cultistas malignos e os coloca frente-a-frente com uma das grandes ameaças de Arton -- os sszzaazitas, servos de Sszzaas, Deus da Traição.
A aventura foi projetada para ser utilizada em conjunto aos Mapas de Batalha, mas também pode ser utilizada sem eles. Entretanto, é importante destacar que a aventura não apresenta o mapa completo do covil sszzaazita, apenas pedaços das câmaras com imagens sobre a posição de criaturas e objetos. Para obter o mapa completo você precisará ter o Mapa de Batalha em mãos. Se não tiver acesso ao mapa, você também pode criar sua própria versão do covil, adaptando e modificando a aventura. Mas convenhamos: a grande diversão está justamente em usar o mapa e as miniaturas!
Clique na capa da aventura para fazer download do arquivo em pdf. Você pode adquirir os Mapas de Batalha no site da Jambô Editora.
sábado, 16 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Reinos de Moreania já disponível
Eu sei que para muitos isso é notícia antiga, mas com a correria de final de ano, para alguns pode ter passado despercebido Já está disponível para venda o suplemento Reinos de Moreania, para Tormenta RPG, terra dos famosos moreau, uma raça de animais humanoides que chegou a Arton em anos recentes.
Quem acompanha o cenário RPGístico há mais de 10 anos deve conhecer a história. Após uma série de conflitos pessoais os autores originais do cenário Tormenta, J.M Trevisan, Marcelo Cassaro e Rogério Saladino, decidiram abandonar a editora onde trabalhavam e na qual haviam criado este que é hoje o mais famoso cenário de fantasia do Brasil. Juntos dos irmãos Wendel (Marcelo e Ricardo), responsáveis pela antiga revista d20 Saga, criaram a nova revista de RPG Dragonslayer. Como a "propriedade" do cenário Tormenta ainda estava complicada (teoricamente a antiga editora ainda tinha direitos sobre o cenário), os novos autores decidiram criar um novo cenário. Assim surgiram os Reinos de Moreania, o cenário oficial da Dragonslayer. A tal editora onde o Trio Tormenta trabalhava faliu, Tormenta ganhou uma nova casa (a Jambô Editora) e os autores originais puderam voltar a trabalhar em Arton. E assim, os Reinos de Moreania acabaram sendo incorporados ao cenário.
Embora muitos moreau viessem a aparecer em material de Tormenta RPG -- como Sir Pelvas, o cão que cavalga no Guia da Trilogia e a raça moreau no Manual das Raças -- os reinos em si nunca mais tinham sido explorados. Até agora. Agora como um suplemento para TRPG, Reinos de Moreania traz descrições do arquipélago que compõem os reinos junto de novas opções para mestres e jogadores. Ainda não tive a oportunidade de ver o livro, mas são 128 páginas coloridas e se as ilustrações internas seguirem o padrão da capa ou o que já vi em Império de Jade, com certeza será de tirar o fôlego!
Visite o site da Jambô Editora e adquira o seu.
Quem acompanha o cenário RPGístico há mais de 10 anos deve conhecer a história. Após uma série de conflitos pessoais os autores originais do cenário Tormenta, J.M Trevisan, Marcelo Cassaro e Rogério Saladino, decidiram abandonar a editora onde trabalhavam e na qual haviam criado este que é hoje o mais famoso cenário de fantasia do Brasil. Juntos dos irmãos Wendel (Marcelo e Ricardo), responsáveis pela antiga revista d20 Saga, criaram a nova revista de RPG Dragonslayer. Como a "propriedade" do cenário Tormenta ainda estava complicada (teoricamente a antiga editora ainda tinha direitos sobre o cenário), os novos autores decidiram criar um novo cenário. Assim surgiram os Reinos de Moreania, o cenário oficial da Dragonslayer. A tal editora onde o Trio Tormenta trabalhava faliu, Tormenta ganhou uma nova casa (a Jambô Editora) e os autores originais puderam voltar a trabalhar em Arton. E assim, os Reinos de Moreania acabaram sendo incorporados ao cenário.
Embora muitos moreau viessem a aparecer em material de Tormenta RPG -- como Sir Pelvas, o cão que cavalga no Guia da Trilogia e a raça moreau no Manual das Raças -- os reinos em si nunca mais tinham sido explorados. Até agora. Agora como um suplemento para TRPG, Reinos de Moreania traz descrições do arquipélago que compõem os reinos junto de novas opções para mestres e jogadores. Ainda não tive a oportunidade de ver o livro, mas são 128 páginas coloridas e se as ilustrações internas seguirem o padrão da capa ou o que já vi em Império de Jade, com certeza será de tirar o fôlego!
Visite o site da Jambô Editora e adquira o seu.
sábado, 26 de janeiro de 2019
A Flecha de Fogo: primeiras impressões
Primeiramente, para quem ainda não sabe, A Flecha de Fogo é o mais novo romance de literatura fantástica ambientado no mundo de Arton, cenário de Tormenta. Escrito por Leonel Caldela, mesmo autor da aclamada Trilogia da Tormenta (O Inimigo do Mundo, O Crânio e o Corvo e O Terceiro Deus) e publicado pela Jambô Editora, o título tem mais de 700 páginas e trata de uma das profecias mais famosas do cenário, que prevê o surgimento, ascensão e queda de Twor Ironfist, o General da Aliança Negra dos Goblinóides.
Ainda não terminei de ler o livro. Concluí somente a primeira parte, Profecia. Mesmo assim decidi colocar aqui minhas primeiras impressões sobre o título, para não deixar passar mais um final de semana sem atualização no blog.
A primeira coisa a se dizer sobre A Flecha de Fogo é seu tamanho. Com 730 páginas (incluindo o apêndice), é o maior título lançado para Tormenta até agora. Devo dizer que embora seja algo impressionante, o tamanho torna a leitura um pouco incômoda, já que faz dele um livro pesado e volumoso e dependendo da situação, difícil de manusear. O romance é sub-dividido em três grandes partes (Profecia, Império e Eclipse) e no início me perguntava se não valia a pena ter dividido estas partes em três livros distintos. Mas a verdade é que Império é bem mais extenso que os demais, e não existe um "final" do término de cada parte; muita coisa fica em aberto. Além disso, produzir três livros ao invés de um encareceria o processo como um todo, e nós leitores teríamos que gastar bem mais para ter acesso à crônica completa. Então no fim, acho que foi melhor assim.
A diagramação do livro está muito boa, belas imagens ilustrando pontos chave do volume. A revisão também está legal; geralmente sou bem chato com erros gramaticais e de concordância, mas não lembro de ter visto nada de muito destaque (eles existem, mas são muito poucos e não atrapalham a leitura). Uma coisa me desagradou. Em alguns pontos haviam linhas nas quais todos os espaços entre as palavras pareciam ter sido apagados, fazendo com que toda a linha se transformasse em uma gigantesca palavra formada pela junção de várias palavras. Em uma ocasião, lembro que tive que parar e ler com bastante calma para identificar as palavras individualmente. Fiquei com medo que isso se tornasse corriqueiro ao longo do livro... mas ocorreu umas duas ou três vezes nos primeiros capítulos, depois não vi acontecer de novo. Acredito que tenha sido algum problema durante a edição...
Agora vamos ao que interessa, a narrativa. A primeira grande diferença entre A Flecha de Fogo e a Trilogia da Tormenta é a maneira como a estória é narrada. Na Trilogia, a estória é contada na terceira pessoa, o "livro" conta o que está acontecendo. Já n'A Flecha de Fogo a estória é contada sob a perspectiva de um personagem, o jovem acólito Corben, membro da ordem de Astrólogos de Thyatis de Sternachten. Quem acompanha a Dragão Brasil já teve a oportunidade de conhecer essa cidade na edição #137 (quem não acompanha, pode clicar no link para assinar; o primeiro nível custa só R$ 7,00 ao mês). Enfim, o que importa é que Corben logo se vê envolvido e viajando com um grupo de aventureiros que se intitula a Ordem do Último Escudo, os últimos protetores contra a Aliança Negra. O problema é que o jovem passou por uma situação conturbada e não sabe muito o que aconteceu. Nem sequer tem certeza se seus novos aliados são realmente "aliados"! E este é um ponto alto desta primeira parte. Caldela transmite as incertezas e dúvidas do personagem com tanta maestria que é difícil não ficar agoniado a cada página, incerto sobre quem é amigo e quem é inimigo.
Outro ponto alto é o ajuste das pontas soltas. Não lembro bem onde li isso, mas uma das propostas do Leonel era não ignorar várias das pontas soltas sobre o tema da profecia da flecha de fogo. Uma delas esta lá, logo na primeira parte. Em meados dos anos 2000, na extinta Revista Tormenta, J.M. Trevisan publicou o conto O Cerco (que mais recentemente também fez parte da antologia de contos Crônicas da Tormenta). Na época o conto era apresentado como "as primeiras revelações sobre a Flecha de Fogo". Entre os personagens do conto estavam o elfo Thalin e uma menina élfica de cabelos vermelhos (que na época não tinha nome, se me lembro bem). O conto sugeria que a menina élfica poderia ser a flecha de fogo que derrotaria Twor Ironfist. Muito mais tarde li em algum lugar (ou ouvi dele mesmo, não lembro) que o próprio Trevisan se arrependeu daquela resolução e queria que as pessoas esquecessem o conto, que o ignorassem. Mas os fãs não queriam ignorar. Era uma ponta solta, uma possível explicação para a profecia. E não foi ignorado pelo Leonel. Thalin e Laessalya (a menina élfica de cabelos vermelhos) estão no enredo de A Flecha de Fogo. Acredito que outras pontas soltas deste tipo ainda podem aparecer nas próximas páginas (ainda espero ver alguma menção a Lariandhas Arianathanor, o arqueiro arcano que, segundo lendas, voltará dos mortos e dispara-rá a flecha de fogo).
E o que dizer do paladino Avran Darholt, líder da Ordem do Último Escudo? Difícil falar dele sem dar spoiler, mas eu diria que ele é, no mínimo, curioso. Um personagem envolto em suspense, um paladino completamente fora do padrão. Ainda tenho muitas ressalvas com relação a ele e espero que seja desenvolvido em mais detalhes nas próximas páginas.
Por enquanto é isso o que tenho a dizer sobre o romance. Fãs de Tormenta, leiam, sem sombra de dúvida. Fãs de fantasia em geral, também vale a pena; a narrativa é muito boa e envolvente e o cenário bastante rico. E se você não conhece Tormenta, não se preocupe, pois boa parte da estória ocorre em Lamnor, o continente ao sul, região que mesmo os fãs conhecem pouco.
E boa leitura.
Ficha Técnica
Gênero: Fantasia.
Autor: Leonel Caldela.
Formato: 15,5 x 23 cm, 736 páginas, brochura.
A Flecha de Fogo pode ser adquirida pelo site da Jambô Editora. E a cada R$ 50,00 em compras pelo site você ganha um brinde; não se esqueça de incluir seu Artefato no carrinho de compras.
Ainda não terminei de ler o livro. Concluí somente a primeira parte, Profecia. Mesmo assim decidi colocar aqui minhas primeiras impressões sobre o título, para não deixar passar mais um final de semana sem atualização no blog.
A primeira coisa a se dizer sobre A Flecha de Fogo é seu tamanho. Com 730 páginas (incluindo o apêndice), é o maior título lançado para Tormenta até agora. Devo dizer que embora seja algo impressionante, o tamanho torna a leitura um pouco incômoda, já que faz dele um livro pesado e volumoso e dependendo da situação, difícil de manusear. O romance é sub-dividido em três grandes partes (Profecia, Império e Eclipse) e no início me perguntava se não valia a pena ter dividido estas partes em três livros distintos. Mas a verdade é que Império é bem mais extenso que os demais, e não existe um "final" do término de cada parte; muita coisa fica em aberto. Além disso, produzir três livros ao invés de um encareceria o processo como um todo, e nós leitores teríamos que gastar bem mais para ter acesso à crônica completa. Então no fim, acho que foi melhor assim.
A diagramação do livro está muito boa, belas imagens ilustrando pontos chave do volume. A revisão também está legal; geralmente sou bem chato com erros gramaticais e de concordância, mas não lembro de ter visto nada de muito destaque (eles existem, mas são muito poucos e não atrapalham a leitura). Uma coisa me desagradou. Em alguns pontos haviam linhas nas quais todos os espaços entre as palavras pareciam ter sido apagados, fazendo com que toda a linha se transformasse em uma gigantesca palavra formada pela junção de várias palavras. Em uma ocasião, lembro que tive que parar e ler com bastante calma para identificar as palavras individualmente. Fiquei com medo que isso se tornasse corriqueiro ao longo do livro... mas ocorreu umas duas ou três vezes nos primeiros capítulos, depois não vi acontecer de novo. Acredito que tenha sido algum problema durante a edição...
Agora vamos ao que interessa, a narrativa. A primeira grande diferença entre A Flecha de Fogo e a Trilogia da Tormenta é a maneira como a estória é narrada. Na Trilogia, a estória é contada na terceira pessoa, o "livro" conta o que está acontecendo. Já n'A Flecha de Fogo a estória é contada sob a perspectiva de um personagem, o jovem acólito Corben, membro da ordem de Astrólogos de Thyatis de Sternachten. Quem acompanha a Dragão Brasil já teve a oportunidade de conhecer essa cidade na edição #137 (quem não acompanha, pode clicar no link para assinar; o primeiro nível custa só R$ 7,00 ao mês). Enfim, o que importa é que Corben logo se vê envolvido e viajando com um grupo de aventureiros que se intitula a Ordem do Último Escudo, os últimos protetores contra a Aliança Negra. O problema é que o jovem passou por uma situação conturbada e não sabe muito o que aconteceu. Nem sequer tem certeza se seus novos aliados são realmente "aliados"! E este é um ponto alto desta primeira parte. Caldela transmite as incertezas e dúvidas do personagem com tanta maestria que é difícil não ficar agoniado a cada página, incerto sobre quem é amigo e quem é inimigo.
Outro ponto alto é o ajuste das pontas soltas. Não lembro bem onde li isso, mas uma das propostas do Leonel era não ignorar várias das pontas soltas sobre o tema da profecia da flecha de fogo. Uma delas esta lá, logo na primeira parte. Em meados dos anos 2000, na extinta Revista Tormenta, J.M. Trevisan publicou o conto O Cerco (que mais recentemente também fez parte da antologia de contos Crônicas da Tormenta). Na época o conto era apresentado como "as primeiras revelações sobre a Flecha de Fogo". Entre os personagens do conto estavam o elfo Thalin e uma menina élfica de cabelos vermelhos (que na época não tinha nome, se me lembro bem). O conto sugeria que a menina élfica poderia ser a flecha de fogo que derrotaria Twor Ironfist. Muito mais tarde li em algum lugar (ou ouvi dele mesmo, não lembro) que o próprio Trevisan se arrependeu daquela resolução e queria que as pessoas esquecessem o conto, que o ignorassem. Mas os fãs não queriam ignorar. Era uma ponta solta, uma possível explicação para a profecia. E não foi ignorado pelo Leonel. Thalin e Laessalya (a menina élfica de cabelos vermelhos) estão no enredo de A Flecha de Fogo. Acredito que outras pontas soltas deste tipo ainda podem aparecer nas próximas páginas (ainda espero ver alguma menção a Lariandhas Arianathanor, o arqueiro arcano que, segundo lendas, voltará dos mortos e dispara-rá a flecha de fogo).
E o que dizer do paladino Avran Darholt, líder da Ordem do Último Escudo? Difícil falar dele sem dar spoiler, mas eu diria que ele é, no mínimo, curioso. Um personagem envolto em suspense, um paladino completamente fora do padrão. Ainda tenho muitas ressalvas com relação a ele e espero que seja desenvolvido em mais detalhes nas próximas páginas.
Por enquanto é isso o que tenho a dizer sobre o romance. Fãs de Tormenta, leiam, sem sombra de dúvida. Fãs de fantasia em geral, também vale a pena; a narrativa é muito boa e envolvente e o cenário bastante rico. E se você não conhece Tormenta, não se preocupe, pois boa parte da estória ocorre em Lamnor, o continente ao sul, região que mesmo os fãs conhecem pouco.
E boa leitura.
Ficha Técnica
Gênero: Fantasia.
Autor: Leonel Caldela.
Formato: 15,5 x 23 cm, 736 páginas, brochura.
A Flecha de Fogo pode ser adquirida pelo site da Jambô Editora. E a cada R$ 50,00 em compras pelo site você ganha um brinde; não se esqueça de incluir seu Artefato no carrinho de compras.
sábado, 5 de janeiro de 2019
Divulgação: Mapas de Batalha e Calendário-Cubo
Essa semana tive o prazer de receber esse material em casa, junto do romance A Flecha de Fogo e o Calendário-Cubo (do qual vou falar logo em seguida). Devo dizer que todo o material me agradou bastante (ok, ainda não li A Flecha de Fogo, mas duvido que o Leonel me decepcione). Os Mapas de Batalha são impressos em papel couchê de 210g. Essa informação está lá na descrição do produto no site, mas talvez você nem saiba o que isso significa. Eu mesmo nem tinha prestado atenção nisso, mas devo dizer que a qualidade do papel me surpreendeu. Tenho outros mapas de batalha publicados por outras editoras e devo dizer que os Mapas de Batalha da Jambô são mais espessos e, por consequência, tendem a ser mais duráveis. Gostei bastante disso, e acredito que quem gosta de miniaturas também vai adorar.
Outro item que adorei e que veio junto essa semana foi o Calendário-Cubo. Para quem não sabe, o Calendário-Cubo é um dos Artefatos disponibilizados no site -- brindes que você pode incluir para qualquer compra no site a partir de R$ 50,00. Isso mesmo, você não paga nada por ele, só precisa incluí-lo no seu carrinho de compras. Ah é, e por favor não faça como esse que vos escreve, que esqueceu de incluir o artefato no carrinho e depois ficou todo perdido fazendo contato com a editora pedindo que incluíssem. Isso, aliás, foi outra coisa que me agradou. Entrei em contato pelo SAC da editora explicando o esquecimento e sobre como proceder. Um ou dois dias depois (e devo dizer que foi durante um final de semana, o que pode ter "atrasado" a resposta) o item foi incluído no meu pedido -- sem discussões ou complicações, problema resolvido.
Confesso que o Calendário-Cubo é um pouco menor do que eu tinha imaginado (na foto aqui nessa postagem ele aparece ao lado de uma das miniaturas da Jambô, que tem 32mm de altura). Mesmo assim, ele é muito bonito, também produzido em papel durável e bastante firme. Hoje ele faz parte da decoração da minha mesa no escritório, ao lado da minha caneca mágica do Mestre Yoda, presente da minha querida esposa.
PS: Nas fotos que acompanham essa postagem utilizei as miniaturas da própria Jambô, da Kimeron e algumas da antiga série D&D Miniatures. Clique nas imagens para aumentar.
sábado, 15 de dezembro de 2018
Dungeon Tiles #08 - Mobília, parte IV
Essa semana não consegui avançar muito nas matérias da próxima Beholder, mas já defini mais uma das matérias: golens, regras alternativas para o mestre criar tipos diferentes de golens e até regras para os personagens dos jogadores fabricarem seus golens.
Por hoje, disponibilizo aos leitores mais um arquivo em pdf com mobílias para serem usadas com miniaturas. São poucos utensílios: uma mesa de xadrez, a estátua de uma esfinge, uma tumba, estante, caixas, alçapão, mesa de armas e uma mesa de tortura. Para fazer o download basta clicar na imagem ao lado. E divirta-se.
sábado, 8 de dezembro de 2018
Cortamaré: mapa da embarcação
Conforme eu havia prometido, aí está o mapa do Cortamaré, a embarcação usada pelos personagens dos jogadores durante a aventura Os Escolhidos das Chamas, publicada na BC#17. Como eu havia mencionado na postagem anterior, fiz a embarcação um pouco maior do que o que se esperaria de uma criatura Descomunal, já que achei a regra de tamanho de embarcações muito estranha quando montei o mapa. Ainda assim, pode-se perceber que não é uma embarcação muito grande.
Clique na imagem para fazer download do arquivo pdf contendo duas páginas, uma com o convés superior e a cabine do capitão e a outra com o convés inferior e a popa do navio (que ocupa o espaço logo a cima da cabine do capitão).
sábado, 1 de dezembro de 2018
Sobre Tamanho de Embarcações
Semana passada postei aqui que pretendia fazer um mapa do Cortamaré para ser usado na aventura Os Escolhidos das Chamas. Foi uma das minhas prioridades essa semana. Eu queria deixar tudo bem certinho em termos de escala, queria que a embarcação ficasse com uma escala correspondente à de outras criaturas. Usei o diagrama da página 229 do Tormenta RPG como guia para desenhar o Cortamaré, uma embarcação descomunal. Desenhei o molde, coloquei os quadrados... e percebi que a embarcação era muito pequena!
Utilizando a devida escala, percebi que não daria para fazer uma batalha estratégica com miniaturas ali, ficaria tudo muito apertado. Comecei a me arrepender de tê-la feito como uma embarcação Descomunal, deveria ser Colossal. Aí comecei a analisar as regras e percebi que tinha que haver algo estranho.
Uma criatura Descomunal ocupa um espaço de 4x4 quadrados. Como a embarcação é mais comprida do que larga, então mudei para 5x3 quadrados. Isso daria espaço para mais ou menos 16 personagens. Entretanto, a tripulação máxima de uma embarcação Descomunal é de 30 passageiros! Tudo bem, podem haver decks inferiores... mas com um deck inferior o número sobre para 32 espaços na embarcação. Então uma embarcação com sua tripulação máxima praticamente não teria espaço nem para se mexer! Até o capitão precisaria dividir espaço em sua cabine com alguns outros passageiros. Ah, e se a embarcação tiver armamentos, pior ainda! Uma balista ou canhão tem tamanho Grande, então deveria ocupar um espaço de 2x2 quadrados, eliminando 4 espaços disponíveis! Considere também espaços ocupados por carga, mastros, escadas, paredes... e a embarcação logo ficaria abarrotada! Lá se vai a batalha estratégica com miniaturas...
Também não entendo nada de barcos. Dei uma pesquisada e pelo que percebi que um veleiro poderia medir mais ou menos 9m de comprimento, como indicaria uma embarcação Descomunal. Mas uma galé ou uma caravela, que também são listadas como embarcações de tamanho Descomunal, podem medir bem mais do que isso. A caravela pode chegar a 25m de comprimento e 7 de largura (cerca de 16x4 quadrados).
É óbvio que apesar de tudo isso, eu não desisti de fazer o tal mapa. Porém, optei por deixar um pouco de lado a exatidão das escalas e seguir aquilo que eu mesmo achava ser mais interessante em termos de jogo. As escalas de tamanho permanecem as mesmas (Grande, Enorme, Descomunal e Colossal), mas considerei como espaço ocupado pela embarcação também o espaço equivalente ao seu alcance (todo o espaço em cinza claro no diagrama da pg. 229 do Tormenta RPG). Eu sei que não é a resolução mais correta, que talvez eu devesse ter feito o Cortamaré como uma embarcação Colossal ao invés de Descomunal. Se isso lhe agradar mais, então sinta-se livre para fazê-lo. Mas lembre-se de aumentar também o tamanho de outras embarcações mostradas n'O Mundo dos Deuses, como o drácar, a caravela e a galé. Eu vou seguir essa padronização que mencionei. Se quiserem comentar algo ou fazer alguma sugestão, podem colocar nos comentários ou enviar por e-mail.
O mapa do Cortamaré está quase pronto, falta apenas "decorar" o deck inferior (pro caso de uma batalha se estender até lá). Acho que semana que vem já devo tê-lo pronto para disponibilizar aqui.
Utilizando a devida escala, percebi que não daria para fazer uma batalha estratégica com miniaturas ali, ficaria tudo muito apertado. Comecei a me arrepender de tê-la feito como uma embarcação Descomunal, deveria ser Colossal. Aí comecei a analisar as regras e percebi que tinha que haver algo estranho.
Uma criatura Descomunal ocupa um espaço de 4x4 quadrados. Como a embarcação é mais comprida do que larga, então mudei para 5x3 quadrados. Isso daria espaço para mais ou menos 16 personagens. Entretanto, a tripulação máxima de uma embarcação Descomunal é de 30 passageiros! Tudo bem, podem haver decks inferiores... mas com um deck inferior o número sobre para 32 espaços na embarcação. Então uma embarcação com sua tripulação máxima praticamente não teria espaço nem para se mexer! Até o capitão precisaria dividir espaço em sua cabine com alguns outros passageiros. Ah, e se a embarcação tiver armamentos, pior ainda! Uma balista ou canhão tem tamanho Grande, então deveria ocupar um espaço de 2x2 quadrados, eliminando 4 espaços disponíveis! Considere também espaços ocupados por carga, mastros, escadas, paredes... e a embarcação logo ficaria abarrotada! Lá se vai a batalha estratégica com miniaturas...
Também não entendo nada de barcos. Dei uma pesquisada e pelo que percebi que um veleiro poderia medir mais ou menos 9m de comprimento, como indicaria uma embarcação Descomunal. Mas uma galé ou uma caravela, que também são listadas como embarcações de tamanho Descomunal, podem medir bem mais do que isso. A caravela pode chegar a 25m de comprimento e 7 de largura (cerca de 16x4 quadrados).
É óbvio que apesar de tudo isso, eu não desisti de fazer o tal mapa. Porém, optei por deixar um pouco de lado a exatidão das escalas e seguir aquilo que eu mesmo achava ser mais interessante em termos de jogo. As escalas de tamanho permanecem as mesmas (Grande, Enorme, Descomunal e Colossal), mas considerei como espaço ocupado pela embarcação também o espaço equivalente ao seu alcance (todo o espaço em cinza claro no diagrama da pg. 229 do Tormenta RPG). Eu sei que não é a resolução mais correta, que talvez eu devesse ter feito o Cortamaré como uma embarcação Colossal ao invés de Descomunal. Se isso lhe agradar mais, então sinta-se livre para fazê-lo. Mas lembre-se de aumentar também o tamanho de outras embarcações mostradas n'O Mundo dos Deuses, como o drácar, a caravela e a galé. Eu vou seguir essa padronização que mencionei. Se quiserem comentar algo ou fazer alguma sugestão, podem colocar nos comentários ou enviar por e-mail.
O mapa do Cortamaré está quase pronto, falta apenas "decorar" o deck inferior (pro caso de uma batalha se estender até lá). Acho que semana que vem já devo tê-lo pronto para disponibilizar aqui.
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